TRÊS TENDAS NO MONTE

TRÊS TENDAS NO MONTE

Texto: Mateus 17. 1-13

 

INTRODUÇÃO: Se é humano dizer uma coisa tanto num momento mais cruel, então Pedro era desde logo humano. Aqui temos Pedro no Cume do Monte na presença do Divino e Eterno, que disse: “Façamos aqui três cabanas”.

I. PEDRO FALHOU AO OUVIR O QUE CRISTO QUERIA DIZER

a. A transfiguração era para os discípulos; Cristo não necessitava deles, porém eles sim, e por isto que foram testemunhas da mesma.

b. Foi disposta para mostrar.

         A verdade de algumas declarações anteriores.

                   A confissão de fé de Pedro. (16.16)

                   A declaração de Cristo da eminência de sua morte. (16-21)

         A gloriosa natureza de Cristo.

         A superioridade de Cristo a todos os demais. Moisés e Elias estavam ali como representantes da lei e dos profetas, eles desapareceram, e os discípulos não viram a nada senão a Jesus.

         A provação de Deus em todas as palavras e ações Cristo, notemos a voz (v.5)

         Identificação: “Este é meu filho amado”.

         Satisfação: “Em quem tem prazer”.

         Instrução: “A ele ouvi”

c. Pedro não compreendeu nada.

         Cristo estava ensinado que eles deviam prosseguir.

                   Jesus morreria, no plano de Deus em Jerusalém. Pedro estava dizendo: “Fiquemos aqui”.

         Deus ensinando que Cristo era superior a todos.

                   Pedro tentou fazer dele, um entre os três sendo iguais, fazendo três TENDAS.

         A miúdo falhamos pela mesma razão que falhou Pedro. Não estamos ouvindo o suficiente para ouvir o que Deus está nos ensinando.

II. PEDRO FALHOU AO NÃO COMPREENDER A NATUREZA DAS LIÇÕES ESPIRITUAISS

  1. Todo o conhecimento era de natureza espiritual, uma manifestação sobrenatural.
  2. Todo aquele conhecimento estava disposto para ensinar verdades espirituais.

A natureza da morte. Pedro, Tiago e João estiveram três vezes com Cristo quando ele ensinou acerca da morte.

         A casa de Jairo. O poder de Cristo sobre a morte.

         A transfiguração. O poder de Cristo sobre a morte.

         O jardim do Getsêmani. A entrega da morte.

Que o caminho da glória passa pelo padecimento e humilhação.

  1. Pedro deixou novamente de compreender.

Tinha a mente demasiada ocupada na construção de tendas.

Nós estamos tão ativos edificando tendas (boas obras, assistência na Igreja, conforme reputação, etc.) que também deixamos de aprender verdades espirituais.

III. PEDRO FALHOU AO TRATAR DE ADIANTAR-SE A DEUS

  1. Deus estava pondo em claro seus propósitos. Estava confirmando as declarações de Cristo e dando mais detalhes. (Lc. 9.30-31)
  2. Pedro tentou intervir.

Disse: “Ficaremos aqui”

Em realidade estava dizendo, aqui sim, isto é, a glória sim; o sofrimento não.

  1. Pedro exibiu novamente sua humanidade.

Sua vontade em oposição com a de Deus.

IV. FALHOU AO TRATAR DE LIMITAR A DEUS

  1. Eles estavam na presença da eternidade, a glória e os visitantes faziam isto patente.
  2. Pedro

As tendas são cabanas de rama entretecidas.

Ao querer construir estas cabanas, Pedro cometeu vários erros.

         Pensar que Cristo pudesse ficar assim confinado.

         Pensar que Cristo e seus visitantes quisessem ficar assim.

  1. Não somos diferentes de Pedro.

Nós tratamos de introduzir a Deus em quartéis temporais como um edifício, nossos conceitos humanos, a nossas mentes finitas.

Geralmente acabamos com conceitos inadequados de Deus e com um Deus que é verdadeiramente pequeno.

V. PREDO PROPÔS ALGO IMPOSSÍVEL “O ESPIRITUAL PRESO AO MATERIAL”

a. Havia muitas coisas no plano de Deus.

         Mais ensinamentos.

         Um tempo no vale. (vv. 14-21)

         Algumas lições que se devia aprender acerca do poder, e da responsabilidade e de Cristo.

b. Cristo colocou em claro a existência de outros propósitos.

         Os conduz monte abaixo.

         Ordenou que não contasse nada.

                   Porque o tema era a cruz e não a glória.

                   Porque tinham que esperar o Espírito Santo que os ajudaria a contar.

                   Porque as visões são de pouco valor, exceto para os que tem experimentado.

c. Aqui temos uma clara mensagem para nós.

         Depois do monte com frequência segue o vale.

         Devemos gozar hoje das bênçãos, de hoje.

         Nossa experiência tem que ser renovada a cada dia, não poderás viver na experiência de ontem.

CONCLUSÃO: Pedro falou em um momento crucial e revelou uma enorme falha. Não ouvindo o que Cristo queria anunciar. Não compreendendo as lições espirituais. Tratando de colocar o Divino em uma diminuta caixa temporal. Tratando de fazer com que as bênçãos de hoje durassem até amanhã. Porém a falha de Pedro foi voluntária e nós falhamos da mesma maneira pela mesma razão. Se dissermos que Pedro aprendeu a lição (II Pe. 1.15-18). A grande pergunta é: Nós aprendemos?

“Então disse Pedro a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, farei aqui três tendas; uma será tua, outra para Moisés e outra para Elias”. Mt. 17.4