A ARTE DE SER PASTOR

 

         Ser pastor e manter-se bem com os cooperadores é arte difícil e muitas vezes impossível! O pastor é visto muitas vezes como o mais capaz, o mais preparado, o mais experiente, encontra nos seus auxiliares uma opinião totalmente diferente para não dizer radicalmente contrária.

         O pastor é sempre a vítima.

         Se é amigável, é demagogo.

         Se é retraído, é mascarado.

         Se adota decisões rápidas, é arbitrário.

         Se demora nas decisões, é incapaz.

         Se planeja a longo prazo, é quadrado.

         Se planeja a curto prazo, é ousado.

         Se ater às instruções, é burocrata.

         Se chega cedo, é ambicioso.

         Se chega tarde, é aproveitador.

         Se tudo anda bem, ele não faz nada.

         Se anda mal, não funciona.

         Se procura trabalhar em equipes, não tem ideias próprias.

         Se delega responsabilidades, não quer nada com o trabalho.

         Se centraliza tudo em si, não quer dar chances a ninguém.

         Se procura auxiliares, quer se fazer de importante.

         Se procura menos auxiliares, quer explorar o próximo.

         Se o pastor é ativo, é ambicioso.

         Se é calmo, é preguiçoso.

         Se o pastor é exigente, é intolerante.

         Se não exige, é displicente.

         Se o pastor visita, é incômodo.

         Se não visita, é irresponsável com as ovelhas.

         Se procura atualizar-se, é mundano.

         Se não se atualiza, é mente fechada.

         Se o pastor é alegre, é sem linha.

         Se chora no púlpito, é chorão.

         Se prega muito tempo, é prolixo e cansativo.

         Se prega pouco, é raso em conteúdo.

         Se o pastor se veste bem, é vaidoso.

         Se o pastor se veste mal, é relaxado.

         Se o pastor fala alto, é porque não tem argumentos.

         Se o pastor fala baixo, é um coitado, não tem voz.

         Se o pastor prega nas ruas, está barateando o evangelho.

         Se só fala na igreja, é acomodado entre quatro paredes.

         Se o pastor fica com os jovens, é imaturo.

         Se o pastor fica com os adultos, é antiquado, ultrapassado.

         Se fica com as crianças, é infantil.

         Se o pastor cuida da família, é descuidado com a igreja.

         Se o pastor cuida da igreja, é descuidado com a família.

         Se procura agradar a todos, é sem personalidade.

         Se é positivo e procura corrigir, é parcial.

         Se realiza programas novos, é que só quer viver de promoções.

         Se não realiza programas novos, é que não tem ideias.

         Se o pastor fala dez minutos a mais, comeu agulha de vitrola.

         Se o pastor fala com voz forte, está gritando demais.

         Se possui automóveis, é mundano.

         Se visita os congregados, é fofoqueiro.

         Se não visita, é antissocial.

         Se pede donativos para construir, é dinheirista.

         Se não pede nada, não se interessa pela obra.

         Se é pontual nos trabalhos de cultos, é escravo do relógio.

         Se atrasa um pouco, está sacrificando o povo.

         Se quer reformar o templo, é esbanjador, poderia aplicar em outra coisa.

         Se é jovem, não tem experiência.

         Se é velho, está na hora de aposentar.

         Se passa na rua e se esquece de cumprimentar, ficou orgulhoso.

         Se conversa e saúda a todos, é bobo alegre.

         Se dialoga com moças, é namorador.

         Se não dialoga com moças, é namorador.

         Quando morre, dificilmente aparece alguém para o substituir.

         Pastor não pode ter amigos, porque senão estará agindo com segundas intenções.

         Mas se você tem vontade, capacidade e liderança, vá em frente, o pastorado te espera, mas depois não venha me dizer que você perdeu os melhores momentos de sua vida.

         Conta-se que um jovem que queria ser consagrado a pastor, apesar de não possuir nenhuma preparação bíblica, insistiu para que fosse examinado (crivado), pois estava seguro de seu chamado ao ministério.

         Então, um grupo de pastores reuniu-se e procederam o crivo para avaliar os conhecimentos bíblicos daquele jovem.

         A primeira pergunta foi:

         Qual o livro preferido do irmão na Bíblia Sagrada?

         Respondeu o jovem: “O Evangelho segundo o bom Samaritano”.

         Os pastores se entreolharam, e um perguntou ao jovem:

         O amado pode comentar algo sobre o que diz esse evangelho?

         Entusiasmado, o jovem começou:

         Houve um samaritano, que saiu a caminho de Jericó, passando pela cidade, dirigiu-se à Jerusalém. Entre Jericó e Jerusalém caiu entre ladrões, estes lhe golpearam quarenta dias e quarenta noites, e o deixaram como morto. Quando pôde levantar-se, parecia estar cheio de mosto e teve fome, então os corvos vieram e deram-lhe de comer; traziam pão pela manhã e carne à noite. Levantou-se logo o samaritano daquele lugar e regressou a Jericó. Aconteceu que entrando em Jericó, levantou seus olhos e viu Jezabel, sentada sobre o muro; então ele disse: Derrube-a do muro, e a derrubaram até setenta vezes sete. Dos restos recolheras doze cestos e foi grande a sua ruína.

         Diga-me, no dia da ressurreição, de quem ela será esposa?

         Podemos rir ao escutarmos tão óbvia tergiversação da Bíblia. A triste verdade é que tais tipos de coisas sucedem continuamente nos lábios de “alguns” que não conhecem a palavra de Deus e pretendem interpretá-la.

         Tomam passagens e as mencionam, trocando por completo seu sentido e ensino. Os que escutam, conhecendo menos, a aceitam como verdade. É assim que entra o erro, a discórdia, a heresia, a calúnia e a difamação. Cuidado, pois, com o que escutamos, temos responsabilidade de pesarmos as palavras que porventura tenhamos que expor diante de homens de Deus um dia!

(Autor Desconhecido)