22. A QUEM INTERESSA?

         Disse alguém: “Cristo deu os mais eloquentes exemplos de amor aos homens, e morrendo numa cruz por causa deles, é justo que lhe rendemos o nosso preito, que O aceitemos como nosso melhor amigo e pautemos os nossos atos pelos princípios que Ele deixou”.

         Uma religião que não vale a pena é aquela que permite afastar-me da verdade, e mentir, a fim de me livrar de um aperto, ou me dar alguma vantagem temporária.

         Disse Dr. Henry Sloane Coffin: “É preciso mostrar a relação para com a cruz, de pecados específicos. Tomar, por exemplo, o hábito comum de mexericar. Não foi o calvário o resultado de uma acumulação de opiniões e rumores levados a Jerusalém, juízos feitos sem investigações, impressões recebidas à segunda mão, que ficaram endurecidas de um modo tal a prejudicar a recepção subsequente da verdade?”

         Em (Rm. 12.1), o apóstolo Paulo faz um apelo a respeito dos nossos corpos, e a língua é um dos seus membros.

         Disse o Salmista: “Põe, ó Senhor, um guarda à minha boca. Guarda as portas dos meus lábios”.

         A tudo isso pode-se acrescentar a necessidade de praticar a religião do Evangelho quanto aos nossos compromissos; ter consciência quanto às dívidas, paciência em vez de irritação, consideração para com os outros, tratamento do tempo e dos bens alheios; métodos e ordem na administração das nossas finanças e do nosso tempo; e empenho para que nosso trabalho seja não somente aceitável ao patrão, mas agradável a Deus, conforme exemplo que o Senhor Jesus deu quando trabalhou na oficina de carpintaria. E o patrão, por sua vez, lembra-se da regra áurea de fazer aos outros o que ele desejaria que lhe fizessem.

         “Olhemos a Cristo constantemente, para imitá-lo melhor, e descobrir que a verdadeira espiritualidade é muito prática, atingindo os mais afastados recantos da vida e mesmo as coisas insignificantes de nossa conduta, disse um dia alguém que se chamava peregrino ao ver tanta discussão entre “Católicos e Protestantes”, pondero que o Evangelho é diferente”.

         Uma pessoa pode ser budista, sem ter conhecido Buda; pode ser confucionista, sem ter conhecido Confúcio; mas não pode ser cristão sem conhecer a Cristo.

         Essas religiões antigas, bem como as mais novas, tem os seus fundadores como chefe; mas nenhum desses chefes é apresentado como Salvador. Somente Cristo apresenta-se como tal.

         Esses chefes todos morreram, e nenhum deles ressuscitou. Cristo também morreu, mas ressuscitou.

         As outras religiões pregam as boas obras como meio para ganhar a salvação, enquanto o Evangelho do Senhor Jesus é apresentado como uma dádiva que recebemos de graça. As boas obras são indispensáveis como prova da nossa gratidão a Deus. O evangelho é a única que proclama um redentor universal.

         As demais religiões do mundo, cuidam do presente e do futuro; só o Evangelho visa também o passado, oferecendo o perdão de Deus, mediante confissão e arrependimento.

         O evangelho é a única religião cujo livro básico tem sido traduzido para mais de mil línguas. Assim como a Bíblia Sagrada é superior a todos os outros livros, também o Evangelho o é em relação às outras religiões. Entretanto é acessível e compreensível às crianças e analfabetos.

         O Evangelho é justamente a religião que se pode esperar de um Salvador tão maravilhoso como seu fundador e chefe supremo, o Senor Jesus Cristo, Louvado Seja Ele!

         Amigos, essas discussões sobre: protestantes, católicos e afins, não surte o efeito que se deseja, e leva para o radicalismo religioso que a história nos conta das Noites de São Bartolomeu, Santas Inquisições e Irlanda do Norte e por aí vai... Basta!

Tribuna do Norte – D.S.A.

(Intervenção escrita e publicada em um jornal de Apucarana/PR, quando de ataques entre católicos e evangélicos. Com este artigo cessaram-se os ataques).