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SAL - CONTINUAÇÃO Imprimir E-mail

Coisas que levam o sal a perder seu sabor e tornar-se insípido ou insulso (1):

1. Pouco Vento.

O sal para atingir o sabor ideal necessita de bastante ventania na época de sua formação.

Espiritualmente o crente sem o vento do Espírito da Vida e do poder, não subsiste (Gn 2.7; Ez 37.9,10, 14; Jo 3.8; 20.22; At 2.2; Et 4.16).

2. Pouca Luz.

Muita luz é fundamental para a formação de um bom sal.

O efeito químico da luz sobre a água em tratamento é fundamental na transformação desta em sal.

Abundante luz celestial é a grande necessidade para o crente ser um bom sal.

Sem isso ele pode ter uma pregação como é o caso do sal insípido.

Sem fé é impossível o pecador chegar ao Senhor, pois o mundo está em trevas.

3. Pouco Calor.

Sem calor o sal em sua formação perderá em qualidade e se arruinará.

Uma igreja espiritualmente fria torna-se inerte, inativa, decadente e incapaz de ser o “sal da terra”.

Em lugar de uma igreja influir nos padrões de vida e práticas do mundo sem Deus, o mundo é que influirá nela pela corrupção, tal qual faz o fermento na massa.

O sal que se tornar insípido perde três coisas principais:
· Perde o seu sabor. “Se o sal for insípido, com que se há de salgar?” (Mt 5.13).
· Perde o seu valor. “Para nada mais presta” (Mt 5.13).
· Perde o seu lugar. “Para se lançar fora” (Mt 5.13).

Na Química, o sal é chamado Cloreto de Sódio.

Esta substância tem propriedades importantes.

Por isso, Jesus a usou para tipificar o papel daqueles que são seus discípulos.

O sal preserva.

Desde tempos imemoriais, o sal tem sido utilizado pelos povos como substância conservante, que preserva as características dos alimentos.

O cristão, como o sal espiritual, tem a capacidade de preservar o ambiente sob sua influência.

Este mundo ainda existe porque, apesar de sua degeneração, a Igreja, formada pelos crentes, está preservando o que resta de saúde moral e espiritual no mundo.

Quando a Igreja for tirada da terra, a podridão tomará conta dos povos sem Deus, levando-os à decomposição ( Ato ou efeito de decompor-se; redução a elementos simples; alteração profunda; análise; desorganização.) final, que os levará ao Inferno.

O crente tem o dever de “salgar” para preservar sua família, seus amigos, crentes ou não e todos os que estejam de uma forma ou de outra sob sua influência.

Através das missões, da evangelização local e regional, a Igreja espalha o sal sobre o mundo, para que ele não apodreça de vez.


O sal dá sabor.

Uma comida sem sal nunca é vista como saborosa.

Normalmente, é indicada para pessoas que estão com problemas de saúde, para quem é contra-indicado o uso do sal.

A Bíblia registra a importância do sal, como elemento que dá sabor: “Ou comer-se-á sem sal o que é insípido? Ou haverá gosto na clara do ovo?” (Jó 6.6).

Da mesma forma, o crente em Jesus tem a propriedade de dar sabor espiritual ao ambiente em que vive à vida dos que lhe cercam.

Há pessoas que se sentem felizes em conviver com crentes fiéis, sentindo o efeito benéfico do contato com eles.

E isso glorifica o nome do Senhor.

É necessário ter sal na vida, ou seja, um viver cheio de alegria, de poder, entusiasmo, cheio do Espírito Santo.

Jesus reconhecia o valor do sal, quando afirmou: “Bom é o sal, mas, se o sal se tornar insulso, com que o adubareis? Tende sal em vós mesmos e paz, uns com os outros” (Mc 9.50).

Em seu ensino, Ele disse que, “se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta, senão para se lançar fora e ser pisado pelos homens” (v.13).

Isso quer dizer que, se o crente deixar de dar seu testemunho, sua vida perde o sentido, torna-se inútil, e passa a ser “pisado” pelos pecadores.

Sal na medida.

Uma das características do sal é sua “humildade”.

Ele preserva e dá sabor, sem aparecer.

Assim é o crente fiel.

Ele é humilde.

Não faz questão de aparecer.

Quando o sal “aparece”, pelo excesso, ninguém suporta.

O crente como sal prega mais com a vida do que com palavras.

João Batista foi um exemplo. Falando sobre Jesus, disse: “É necessário que ele cresça e que eu diminua” (Jo 3.30).

O crente, quando tem sal demais, torna-se insuportável.

Isso acontece, quando se torna fanático.

Em lugar de passar para os outros o sabor da vida cristã, acaba afugentando as pessoas, com excesso de santidade.

São pessoas legalistas, que vêm pecados em tudo.

Por outro lado, há os que não têm mais sal em suas vidas.

São os liberais, que se acomodam com o mundanismo, e dizem que nada é pecado.

São extremos.

É preciso ter equilíbrio no testemunho.

Paulo disse: “A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um” (Cl 4.6).

O fruto do Espírito inclui a temperança (Gl 5.22).

 

Pr. Daniel Acioli

 

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